Pular para o conteúdo principal

Já experimentou apagar as luzes?

Imagem retirada do Google

Certa vez, numa conversa com a amiga Lia, fiquei intrigada com o relato dela de que em sua casa quando anoitece fica escuro. Simples assim! A família não faz uso de luzes artificiais à noite e nem de televisão ou computador. Isso ficou martelando na minha cabeça...

Eu chego com as meninas da escola por volta de 18h30. Elizabeth Pantley, autora do livro "Soluções Para Noites Sem Choro" (super indico!), diz que é preciso um mínimo de 2h para o processo de desacelerar para o sono. Aqui, obviamente, isso não funcionava e eu só conseguia que as duas estivessem dormindo entre 22h e 23h. Claro que depois disso eu não era mais ninguém e só me restava dormir também. Isso não seria um problema se eu não quisesse tempo para estudar, blogar, facebuquiar, ler um livro, comer porcaria ou ter uma vida sexual ativa.

Já tem duas semanas que apaguei as luzes para testar pela primeira vez. E como tem dado certo!! Além das duas estarem dormindo mais cedo, o fato da televisão ficar off fez com que a família se aproximasse bastante. Conversamos mais e só por isso a investida já teria valido muito a pena.

O que mais me encantou foi a capacidade incrível da Júlia de topar a ideia e se adaptar à nova rotina unplugged. Enquanto eu faço Joana dormir, lá pelas 19h e pouco, ela entra num mundo fantástico com suas bonecas, canetinhas e cadernos... e viaja nas histórias que cria apenas com aquela iluminação azulada do céu de quando a noite vem chegando.

Assim que Joana adormece (e isso tem acontecido muito mais rápido também), eu volto meus cuidados e minha atenção para a Júlia. E sem reclamação nenhuma (!!!) seguimos para o meu quarto... onde é permitido acender a luz na hora da história! Lemos uma, duas e às vezes até três e ela dorme.

Quando saio do quarto e olho no relógio ele tic-tac diz que são apenas 21h! :-D

Porém... porque sempre há um porém quando a notícia é boa?! Porém, isso só funciona porque lá em casa a sala é bem iluminada com a luz natural. Porém, isso só vai funcionar enquanto estivermos no horário de verão. :-(

Comentários

  1. Acho que não tem que funcionar somente com o horário de verão. Aqui também desaceleramos bem antes das crianças irem dormir, o que ajuda com que elas adormeçam mais cedo. Só que, como estamos no inverno aqui já escurece às 4 da tarde :-) Então, para desacelerar, mas não ficarmos no breu, usamos velas! É lindo, é romântico e não gasta luz rsrsrsrs. E coloco sempre música clássica (Sophia adora Mozart e Chopin). Nossa, é bem legal e ajuda bastante para que as duas estejam dormindo antes das 8 da noite...

    Beijo,
    Karen
    http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Nossa, Fabi, que legal que minha experiência ajudou alguém! Eu nem tava te dando dica nem nada, só contando como é aqui... Pra não ficar total no escuro, a gente liga só abajures (com lâmpadas amarelas, jamais brancas). Daí dá pra ler historinhas com Emília. Beijos e boas noites!

    ResponderExcluir
  3. Eu gostei da idéia...muito boa mesmo!

    bjs

    ResponderExcluir
  4. Idéia bem inusitada, mas curti :)

    ResponderExcluir
  5. Eu ia dar a idéia do abajur que a Lia comentou. Aqui em casa eles dormem naturalmente as 20:00 hs. Os dois!!! Bjsss

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Diz o que achou, conte da sua experiência.
Comenta! Suas palavras me inspiram...

Postagens mais visitadas deste blog

Parto da Jade

Passei a gestação inteira dizendo que ela chegaria no mês de julho. Estratégia para aplacar a ansiedade alheia, já que doce espera sempre teve mais a ver com puta agonia pra mim. Não vou mentir, parece piada, mas não consigo curtir gravidez. Passo muito mal no início, depois fico mega prostrada, minha irritabilidade alcança níveis desumanos (pergunta lá pro marido!) e, por fim, engordo absurdamente. Não vejo graça. Lógico que tem o lado bom da coisa. Cabelos sedosos, filas preferenciais e, claro, o bebê que tá lá dentro. Quando os chutes não miram suas costelas, posso garantir, não há melhor sensação no planeta.
A DPP (data prevista pro parto), dia em que a gestação alcança 40 semanas, era 27 de junho. Eu tinha toda a fé do mundo que ela chegaria bem antes disso. Era tanto cansaço que rolava, uma impaciência tão grande da minha pessoa, que o bebê obviamente desejaria sair logo dali. Ambiente desfavorável. E eu conversava incansavelmente com a barriga sobre as vantagens de se viver aqui…

O parto dos gêmeos - Parte 3 (final)

Depois de finalizar a burocracia da internação, fomos finalmente para o quarto onde ficamos acompanhando as contrações que estavam mais ou menos de 3 em 3 minutos. E assim seguiram até 5h da manhã quando tive uma parada de progressão. Parou. Tudo. Eu não sentia mais absolutamente nada. Lembro-me bem do medo. Medo de chegar até ali e acabar morrendo na praia. Eu estava então com 5 cm de dilatação. Voltar para casa não era mais possível. "- Só sairemos desse hospital com os bebês nos braços.", falou Dra. Caren. Juan ficou super ansioso com isso! Eu e Taíza começamos a caminhar pelo hospital, subimos e descemos as escadas. Todos olhavam para nós. Eu devia ser a maluca do parto normal de gêmeos. Chamamos uma acunpunturista para fazer uma sessão de indução. Taíza deu uma saída para preparar um chá especial pra mim, tomar um banho e trazer mais óleo de rícino pra eu tomar. E nada acontecia. Eu não sentia mais nada.




Já por volta das 15h30 do dia 18/09, após 10h esperando o retorno d…

Eu sou gorda?

Eu nem sei quantas vezes devo ter feito essa pergunta à minha mãe. Nem sei se a fiz um dia. Lembro de me olhar no espelho e ter uma única certeza... eu era gorda. Aliás, era essa a única forma de me magoar com palavras (e meus irmãos sabiam bem disso, valeu galera!!). Já fiz dietas loucas, já fiquei sem comer para compensar, já chorei litros porque o espelho era mau comigo. Sofri horrores a minha infância inteira por conta da barriga. Minhas amigas sempre eram baixinhas e magrinhas... eu sempre fui grande, larga, forte. Vendo as fotos antigas nem me acho gorda. Cheinha, talvez. Mas o bullying (agora que tem nome bonito não vou deixar de usar) sofrido por anos deixou marcas que me acompanham e ainda me assombram.
Depois que me tornei mãe da Júlia meu maior medo era que ela passasse pelo o que passei.
Com 1 mês e meio de vida Júlia começou a tomar complemento, pois eu não tinha leite (e nem informação) suficiente. Ela rapidamente ganhou peso e desde então sua barriguinha se mostrou salien…