Pular para o conteúdo principal

Um pouco mais sobre as vacinas...

Outro dia levei Júlia ao médico. Aproveitei a oportunidade para aprofundar minha pesquisa acerca da nocividade velada das vacinas. Eis que me deparo com a declaração de ele (o médico) tem oito filhos e nenhum vacinado. Será que intriguei ainda mais?!

Lendo o artigo da Super Interessante "Vacinas fazem bem ou mal?" enviado por uma amiga* senti no trecho final minhas reflexões sobre o assunto tornarem-se menos abstratas. A defesa de Bernard está pautada nos princípios da Homeopatia e então faz todo sentido para mim. Para quem não tiver tempo ou paciência para ler o artigo todo (super vale a pena) copio abaixo o trecho a que me refiro.

"A polêmica sobre as vacinas deriva de um conflito conceitual na área médica que marcou o século XIX e agora ressurge, impulsionado por novas descobertas e pelo avanço da medicina holística. São célebres os debates travados entre Louis Pasteur e Claude Bernard naquela época. Pasteur, pioneiro no estudo dos microorganismos, formulou a teoria segundo a qual cada doença possui uma causa única, um vírus ou bactéria que invade o organismo e ali produz um tipo específico de devastação. Para Bernard, a causa estava em elementos ambientais, externos e internos, e a doença não passava de uma perda de equilíbrio do organismo provocada por muitos fatores. Vem daí a noção do corpo como um "terreno" onde os microorganismos podem ou não agir de forma nociva, dependendo das condições que encontram ali. O que chamamos de doença seria mero sintoma de um mal subjacente e sistêmico, um sinal do esforço do próprio organismo para reequilibrar-se.
Pasteur ganhou a parada. Além de cientista notável, o químico francês era também um polemista habilidoso que soube aproveitar a eclosão de várias epidemias, na época, para demonstrar a lógica de seu conceito de causação específica. A partir daí, todo um modelo biomédico centrado na microbiologia e, mais recentemente, na biologia molecular, deu base aos procedimentos médicos modernos – inclusive às vacinações em massa. No livro O Ponto de Mutação, no qual discute, entre outros temas, o atual modelo médico, o físico americano Fritjof Capra afirma que, mais tarde, Pasteur reconheceu a importância do "terreno" para as enfermidades, tendo ressaltado a influência dos fatores ambientais e dos estados mentais na resistência às infecções. O químico, porém, segundo Capra, não teve tempo para empreender novas pesquisas e seus seguidores persistiram na trilha original.
Os holísticos e os antivacinistas respondem em uníssono quando a pergunta é o que fazer para evitar doenças sem vacinas: cuidar bem do "terreno". Ou seja, manter as condições que garantiriam o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo. Além de alimentação adequada, compõe a receita a exigência de praticar exercícios, dormir bem e evitar hábitos agressivos à saúde (álcool, fumo, drogas), a poluição ambiental e as situações estressantes. Não é fácil, mas vem crescendo o número de pessoas interessadas num caminho que evoca uma melhor qualidade de vida. A dúvida é se isso basta. "Gostaria de saber se um desses críticos das vacinações se recusaria a tomar a vacina anti-rábica se fosse mordido por um cão raivoso", diz Cláudio.
Quem vencerá o debate do século XXI – Pasteur ou Bernard? Numa época agraciada com recursos de tecnologia impensáveis há 120 anos pode-se imaginar que ficou mais fácil dirimir velhas incertezas. Ao que tudo indica, no entanto, isso não acontecerá logo. A complexidade e os muitos interesses que envolvem a questão prometem gerar mais perguntas e farpas antes que se chegue a algum consenso."

E a reflexão continua... 

*Cristiana suas contribuições não tem preço! Obrigada!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Parto da Jade

Passei a gestação inteira dizendo que ela chegaria no mês de julho. Estratégia para aplacar a ansiedade alheia, já que doce espera sempre teve mais a ver com puta agonia pra mim. Não vou mentir, parece piada, mas não consigo curtir gravidez. Passo muito mal no início, depois fico mega prostrada, minha irritabilidade alcança níveis desumanos (pergunta lá pro marido!) e, por fim, engordo absurdamente. Não vejo graça. Lógico que tem o lado bom da coisa. Cabelos sedosos, filas preferenciais e, claro, o bebê que tá lá dentro. Quando os chutes não miram suas costelas, posso garantir, não há melhor sensação no planeta.
A DPP (data prevista pro parto), dia em que a gestação alcança 40 semanas, era 27 de junho. Eu tinha toda a fé do mundo que ela chegaria bem antes disso. Era tanto cansaço que rolava, uma impaciência tão grande da minha pessoa, que o bebê obviamente desejaria sair logo dali. Ambiente desfavorável. E eu conversava incansavelmente com a barriga sobre as vantagens de se viver aqui…

O parto dos gêmeos - Parte 3 (final)

Depois de finalizar a burocracia da internação, fomos finalmente para o quarto onde ficamos acompanhando as contrações que estavam mais ou menos de 3 em 3 minutos. E assim seguiram até 5h da manhã quando tive uma parada de progressão. Parou. Tudo. Eu não sentia mais absolutamente nada. Lembro-me bem do medo. Medo de chegar até ali e acabar morrendo na praia. Eu estava então com 5 cm de dilatação. Voltar para casa não era mais possível. "- Só sairemos desse hospital com os bebês nos braços.", falou Dra. Caren. Juan ficou super ansioso com isso! Eu e Taíza começamos a caminhar pelo hospital, subimos e descemos as escadas. Todos olhavam para nós. Eu devia ser a maluca do parto normal de gêmeos. Chamamos uma acunpunturista para fazer uma sessão de indução. Taíza deu uma saída para preparar um chá especial pra mim, tomar um banho e trazer mais óleo de rícino pra eu tomar. E nada acontecia. Eu não sentia mais nada.




Já por volta das 15h30 do dia 18/09, após 10h esperando o retorno d…

Eu sou gorda?

Eu nem sei quantas vezes devo ter feito essa pergunta à minha mãe. Nem sei se a fiz um dia. Lembro de me olhar no espelho e ter uma única certeza... eu era gorda. Aliás, era essa a única forma de me magoar com palavras (e meus irmãos sabiam bem disso, valeu galera!!). Já fiz dietas loucas, já fiquei sem comer para compensar, já chorei litros porque o espelho era mau comigo. Sofri horrores a minha infância inteira por conta da barriga. Minhas amigas sempre eram baixinhas e magrinhas... eu sempre fui grande, larga, forte. Vendo as fotos antigas nem me acho gorda. Cheinha, talvez. Mas o bullying (agora que tem nome bonito não vou deixar de usar) sofrido por anos deixou marcas que me acompanham e ainda me assombram.
Depois que me tornei mãe da Júlia meu maior medo era que ela passasse pelo o que passei.
Com 1 mês e meio de vida Júlia começou a tomar complemento, pois eu não tinha leite (e nem informação) suficiente. Ela rapidamente ganhou peso e desde então sua barriguinha se mostrou salien…