Pular para o conteúdo principal

Coelhinho da Páscoa... você tem que ir embora?! **editado**

Imagem do Google
Ontem eu comecei a separar os ovinhos para presentear as professoras e assistentes da escola enquanto a Júlia fazia tarefa de casa. Então me perguntei como faria para explicar à criança que a gente iria distribuir lembrancinhas de páscoa amanhã (hoje, no caso). Bom... resolvi chamar o coelho. Falei pro papuxo Juan ajudar a distrair a atenção da pequena e num cantinho ao lado da minha cama, logo abaixo da única janela da casa que não tem rede de proteção (basculante), eu salpiquei farinha de trigo, fiz umas marcas de patinhas e coloquei os ovinhos dos professores de um lado e 3 ovinhos - desses pequeninos de esconder - do outro lado. Os dos professores foram marcados com um papelzinho escrito "professores"... com uma letra bem esquisita pra que ela não identificasse como minha. Os outros 3 ovinhos pequenos marquei com "família" (um agradinho pra gente comer na hora! Coelho esperto!). Depois que arrumei tudo chamei a Júlia e o Juan com voz de bronca... perguntei quem tinha largado bagunça no quarto. Ela foi lá no canto... olhou... e com uma carinha de quem presenciou um milagre (somada a um pouquinho de medo) ela olhou pra mim concluindo que aquilo parecia "bagunça" de coelho da páscoa. Em 6 anos foi a primeira vez que coloquei em prática esse desejo antiiiiiiiiiiigo... e mesmo ela já sendo super grandinha foi um momento mesmo mágico! Ver que ela realmente ainda acredita em coelho da páscoa e papai noel. E o que mais dissermos para ela que existe... sem eu nunca ter feito força pra que ela acreditasse. Achei uma delícia! Ela não parava de falar no assunto e ficava pensando em mil formas do coelho ter entrado ali. Ficou com medo também... se coelho entra... entra ladrão?! E eu vi a minha criança ser... criança! Nos dias de hoje isso vale mais que diamantes. A ingenuidade na sua forma mais pura e bela. Ficamos lá um tempo, os três, pensando na sorte que tivemos em receber essa visita tão especial!

Mas aí... depois da Júlia espalhar a grande notícia para quem ela conseguiu ligar (pai, avó...) veio o questionamento. Não será Juju muito grandinha para acreditar em coelhinho da páscoa? Ela não vai pagar mico?! Ui... ouvir isso incomodou. Primeiro porque tirou um tanto da purpurina do momento que tivemos, e depois porque se isso estiver certo o mico terá sido mea culpa. Já tinha explicado para ela que existem pessoas que não acreditam. E que tudo bem. A gente não precisa que elas acreditem para acreditar. Mas... e o mico?! Ah! Mandei o mico pra lá e hoje quando percorriamos o caminho da escola no carro-divã da mamãe voltei a falar que algumas pessoas iam achar essa história toda meio boba, mas que ela não deveria se preocupar. E apenas dizer: EU ACREDITO.

E você?! O coelhinho também passa por aí?

**Na volta da escola ela estava super feliz e não relatou nenhum mico. Sucesso!! Coelhinho, você vai continuar por aqui mais um tempinho.**

Comentários

  1. Aqui em casa todo ano o coelhinho deixa suas pegadas. Amamos! Teve um ano que a Stella só quis abrir o ovo depois que ela limpou a bagunça que o coelhinho fez aqui! rsrs
    Ela tem quase 6 anos e acredita sim! Eu acho muito legal porque os olhinhos delas brilham quando falam sobre o coelhinho e papai Noel. Vai ser uma pena quando não tiver mais essa fantasia... E não sou eu quem vou desfazer isso, não! Quando descobrir, descobriu.
    Bjs e boa Páscoa para a família!
    Priscilla

    ResponderExcluir
  2. Olá Fabiana! Vim retribuir sua visita ao meu blog e conhecer o seu! Gostei muito! O coelhinho passou por aqui sim, depois vou postar no blog os presentes que ele deixou...
    Ótimo finalzinho de feriado pra vcs!
    um beijo

    ResponderExcluir
  3. Ai, guria, que lindoooooo!!
    Aqui em casa o coelho tbem veio fazer uma surpresinha antes da hora, mas pq ela tava pedindo chocolate adoidado, resolvi adiantar...eheheheh...ai, que copisa mais linda os olhos brilhando com a surpresa do coelhinho...
    Ah, mas aqui é assim, o presente da Prof. o coelho deixa no mesmo dia de Páscoa, ela que coma na segunda...ahahahah
    Um grande beijo, obrigada pelas suas visitinhas!!

    ResponderExcluir
  4. Amei amiga!! É tão bom ver os planos darem certo, a criança retribuir com intusiasmo!! Não tirou nenhuma foto?? Fiquei curiosa pra ver a bagunça do coelho da páscoa!! kkkkkkkkk
    Super bjuuuu
    Aninha

    ResponderExcluir
  5. Amei amiga!! É tão bom ver os planos darem certo, a criança retribuir com intusiasmo!! Não tirou nenhuma foto?? Fiquei curiosa pra ver a bagunça do coelho da páscoa!! kkkkkkkkk
    Super bjuuuu
    Aninha

    ResponderExcluir
  6. Olá Fabiana! Vim retribuir sua visita ao meu blog e conhecer o seu! Gostei muito! O coelhinho passou por aqui sim, depois vou postar no blog os presentes que ele deixou...
    Ótimo finalzinho de feriado pra vcs!
    um beijo

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Diz o que achou, conte da sua experiência.
Comenta! Suas palavras me inspiram...

Postagens mais visitadas deste blog

Parto da Jade

Passei a gestação inteira dizendo que ela chegaria no mês de julho. Estratégia para aplacar a ansiedade alheia, já que doce espera sempre teve mais a ver com puta agonia pra mim. Não vou mentir, parece piada, mas não consigo curtir gravidez. Passo muito mal no início, depois fico mega prostrada, minha irritabilidade alcança níveis desumanos (pergunta lá pro marido!) e, por fim, engordo absurdamente. Não vejo graça. Lógico que tem o lado bom da coisa. Cabelos sedosos, filas preferenciais e, claro, o bebê que tá lá dentro. Quando os chutes não miram suas costelas, posso garantir, não há melhor sensação no planeta.
A DPP (data prevista pro parto), dia em que a gestação alcança 40 semanas, era 27 de junho. Eu tinha toda a fé do mundo que ela chegaria bem antes disso. Era tanto cansaço que rolava, uma impaciência tão grande da minha pessoa, que o bebê obviamente desejaria sair logo dali. Ambiente desfavorável. E eu conversava incansavelmente com a barriga sobre as vantagens de se viver aqui…

O parto dos gêmeos - Parte 3 (final)

Depois de finalizar a burocracia da internação, fomos finalmente para o quarto onde ficamos acompanhando as contrações que estavam mais ou menos de 3 em 3 minutos. E assim seguiram até 5h da manhã quando tive uma parada de progressão. Parou. Tudo. Eu não sentia mais absolutamente nada. Lembro-me bem do medo. Medo de chegar até ali e acabar morrendo na praia. Eu estava então com 5 cm de dilatação. Voltar para casa não era mais possível. "- Só sairemos desse hospital com os bebês nos braços.", falou Dra. Caren. Juan ficou super ansioso com isso! Eu e Taíza começamos a caminhar pelo hospital, subimos e descemos as escadas. Todos olhavam para nós. Eu devia ser a maluca do parto normal de gêmeos. Chamamos uma acunpunturista para fazer uma sessão de indução. Taíza deu uma saída para preparar um chá especial pra mim, tomar um banho e trazer mais óleo de rícino pra eu tomar. E nada acontecia. Eu não sentia mais nada.




Já por volta das 15h30 do dia 18/09, após 10h esperando o retorno d…

Eu sou gorda?

Eu nem sei quantas vezes devo ter feito essa pergunta à minha mãe. Nem sei se a fiz um dia. Lembro de me olhar no espelho e ter uma única certeza... eu era gorda. Aliás, era essa a única forma de me magoar com palavras (e meus irmãos sabiam bem disso, valeu galera!!). Já fiz dietas loucas, já fiquei sem comer para compensar, já chorei litros porque o espelho era mau comigo. Sofri horrores a minha infância inteira por conta da barriga. Minhas amigas sempre eram baixinhas e magrinhas... eu sempre fui grande, larga, forte. Vendo as fotos antigas nem me acho gorda. Cheinha, talvez. Mas o bullying (agora que tem nome bonito não vou deixar de usar) sofrido por anos deixou marcas que me acompanham e ainda me assombram.
Depois que me tornei mãe da Júlia meu maior medo era que ela passasse pelo o que passei.
Com 1 mês e meio de vida Júlia começou a tomar complemento, pois eu não tinha leite (e nem informação) suficiente. Ela rapidamente ganhou peso e desde então sua barriguinha se mostrou salien…